25/11/2009

Raio q Uparta do Norte ao Sul: Macondo Circus

Equipe trabalhando na produção do Macondo Circus

Em Santa Maria- RS acontece entre 02 e 05 de Dezembro o Festival Macondo Circus, com propostas inovadoras e também agregadoras. Terá programação diversificada e participação de agentes culturais de diversos pontos do País, nessa junção Raio q Uparta estará presente desde a pré-produção até o festival em si.

O Macondo Circus 2009 - Música & Cultura Urbana vem aí. Diferente, renovado – e, claro, um pouco polêmico - o festival chega em sua sexta edição metamorfoseado. Polêmico justamente porque renovado, o Macondo Circus desce a serra – habitual reduto das edições anteriores – e se assume como um evento urbano, comum e extraordinário ao mesmo tempo, como deveria ser tudo aquilo o que chamamos de cultura.

E mais: um evento público, acessível, que prima pela democratização e compartilhamento da cultura e da arte. Contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, o Macondo Circus desloca seu palco para a paisagem da cidade, ao invés de refugiar-se nas montanhas. Para ser visto, ouvido e experimentado por aqueles que realmente financiam a cultura: tod@s nós, o público que produz/divulga/partilha arte. Que paga impostos caros por quase tudo o que consome. E que quer bem mais do que a cultura oferecida em horário nobre na TV.

Por isso, esse ano, algumas pessoas sentirão falta do ar puro e das paisagens bucólicas que marcaram as cinco primeiras edições do festival. Mas muitas outras poderão desfrutar e interagir com shows, oficinas, intervenções teatrais e visuais. E o melhor: o eixo da programação acontece na Praça Saldanha Marinho, no coração da cidade. Para quem quiser, tiver curiosidade, afinidade ou, simplesmente, estiver transitando por ali, ao acaso.

Ainda, num formato transversal que alia linguagens diversas, o Macondo Circus, cada vez mais, integra som, imagem, ação e comunicação. Bandas que vem se destacando no cenário independente do Brasil mostram sua música por aqui; artistas levam sua produção visual para a rua; atores encenam suas performances sob céu aberto. A cobertura do evento, um caso à parte, funcionará baseada nos preceitos colaborativos que são característica das mídias independentes, com os veículos informativos sendo abastecidos em tempo real, durante a programação do festival.

Paralelamente ao Macondo Circus 2009, ainda ocorrem dois encontros que reúnem agentes culturais de todas as regiões do país: devido à conexão estabelecida entre o Macondo Coletivo e algumas redes nacionais de trabalho, Santa Maria será sede do Encontro Regional do Circuito Fora do Eixo e do Encontro Regional da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes).

Então, sintam-se tod@s convidados para o Macondo Circus 2009 – Música & Cultura Urbana. E acompanhem a programação do festival, seja na agitação da praça, no calor do Macondo Lugar ou no aconchego do lar, mesmo, pelo www.macondocircus.com

Artes Visuais:

A Sala Dobradiça também ocupa a praça durante o Festival Macondo Circus 2009 – Música & Cultura Urbana com ações voltadas a ampliar modos de exposição em artes visuais.

No evento, além de soluções visuais in situ em seu já conhecido espaço suporte, anexo ao Macondo Lugar, também concentra atividades na Praça Saldanha Marinho, palco aberto do festival. Seu ponto de encontro e disseminação é o Coreto central, onde serão realizadas oficinas, intervenções e conversas sobre criação e produção artística.

Afirmando-se cada vez mais como uma intenção expositiva latente, a sala lança dois novos formatos: o Projeto Tapume, suporte itinerante de arte urbana, e o Múltiplo Sala Dobradiça, portátil de fácil circulação que aglutina difusão e colaboração no melhor sentido do "faça você mesmo".

Mais infos em: http://programacaosd.blogspot. com

Teatro:

A Cia Teatro de Bolso, núcleo de pesquisa teatral do Macondo Coletivo e seus colaboradores, prepararam a série de Fragmentos Teatrais bastante eclética para sua participação no 6° Festival Macondo Circus 2009 – Música & Cultura Urbana. A baixo segue a programação que será realizada na Praça Saldanha Marinho e, mais a baixo ainda maiores informações.

22/11/2009

Noite Fora do Eixo com Digitos e NEC - 29/11

No próximo domingo, dia 29/11, será realizado o evento "Noite Fora do Eixo com Digitos & Noise Cowboys". Além das duas bandas, o evento também contará com a apresentação da Osdonorte, além da bebida Bareto, que será servida de graça, e o sorteio de brindes, que incluem até a uma inédita camiseta da banda Noise Cowboys.

Serviço
Local: Igor's House (Av 7 de Setembro, em frente à Padaria Roma)
Data: 29/11
Horário: 19h
Entrada: R$5,00
Por: Ramon Alves

17/11/2009

Raio q Uparta no Seminário Internacional do Fórum de Cultura Digital

O Raio q Uparta, coletivo integrado ao Circuito Fora do Eixo estará presente no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, Bruna Cruz, coordenadora de Comunicação, representará o coletivo rondoniense e o Circuito alo lado de outros agentes da rede. Confira a programação.

Entre os dias 18 e 21 de novembro, acontece na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Participarão do evento os convidados internacionais: Jean Burgess, pesquisadora daUniversidade de Queensland, na Austrália, e co-autora do livro “Youtube a Revolução Digital”, Daniel Granados, daProducciones Doradas, de Barcelona, Pau Alsina, pesquisador de arte digital da Universidade Aberta da Catalunha, na Espanha, Jaime King, do “Steal This Film”, David Sasaki, do Rising Voices e Amélia Andersdotter, do Partido Pirata Sueco. Dentre os palestrantes nacionais: Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Líbero, Franklin Coelho, da Universidade Federal Fluminense e do Projeto Piraí Digital, José Luiz Ribeiro, diretor da RNP e coordenador nacional do projeto Redecomep, Dalton Martins, do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária Weblab, Ivo Corrêa, do Google, Laymert Garcia dos Santos, da Unicamp, Alfredo Manevy, do Ministério da Cultura, Anápuaká Muniz, do Web Brasil Indígena, entre outros.

Além de debates em torno dos cinco eixos de discussão do Fórum: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia, acontecerão intervenções artísticas, ações auto-gestionadas, shows, apresentações culturais e plenárias com o objetivo de deliberar propostas em cada eixo a serem entregues ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de encerramento. O Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira é aberto e gratuito. Todas as palestras serão transmitidas ao vivo pela internet.

PROGRAMAÇÃO:

18/11 – 4ª feira
9h/17h
Credenciamento/ inscrição

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Memória – Sala Petrobrás

Seminário de Infraestrutura – Sala BNDES
Palestrantes:
. José Luiz Ribeiro Filho (Diretor de Serviços e Soluções da RNP)
. Sérgio Amadeu da Silveira (Sociólogo e professor da Faculdade Casper Libero)
. Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e Projeto Piraí Digital)
. Antônio Carlos dos Santos Silva, o TC (Casa de Cultura Tainã)
. Gabriel Laender (Coord. Técnico do Seminário ‘Alternativas para a Banda Larga’ – SAE/PR)
Moderador: Diogo Moyses (Curador do eixo infraestrutura do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto-gestionadas – tendas do hall

19h/21h
Ato Inaugural e coquetel

19/11 – 5ª feira

9h/17h
Credenciamento/ inscrição

9h/12h
Plenária de Comunicação – Sala Petrobrás

Seminário de Memória – Sala BNDES
Palestrantes:
. Angela Bettencourt (Fundação Biblioteca Nacional)
. Pedro Puntoni ou Edson Gomi (Brasiliana – projeto de acervo digital da USP)
. Dalton Martins (Coordenador de tecnologia social do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária Weblab)
. Geber Ramalho (Games, interfaces e acervos – UFPE)
. Jomar Silva (Padrões e protocolos – ODF Alliance)
Moderador: José Murilo Jr. (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Economia da Cultura Digital – Sala Petrobrás

Seminário de Arte – Sala BNDES

Palestrantes:
. Patrícia Canetti (Artista digital, criadora do Canal Contemporâneo)
. Giselle Beiguelman (PUC-SP e Diretora Artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia)
. Pau Alsina (pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha e do IN3, na Espanha)
. Laymert Garcia dos Santos (Sociólogo da UNICAMP)
. André Vallias (Poeta e produtor de mídia interativa)
Moderador: Cicero Inácio da Silva (curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 18h
Ação musical/ cinema – lona de circo externa

20/11 – 6ª feira

9h/17h
Credenciamento/ inscrição

9h/12h
Plenária de Infraestrutura – Sala Petrobrás

Seminário de Comunicação – Sala BNDES
Palestrantes:
. Jean Burgess (pesquisadora da Universidade de Queensland, na Austrália, e co-autora do livro “Youtube a Revolução Digital)
. Ivana Bentes (professora da UFRJ)
. Alex Primo (professor da UFRGS)
. Anápuaká Muniz (Web Brasil Indígena)
. Jamie King (produtor de ‘Steal This Film’ e criador da vodo.net)
Moderador: André Deak (curador do eixo comunicação do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall


13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Arte – Sala Petrobrás

Seminário de Economia da Cultura Digital – Sala BNDES

Palestrantes:
. Daniel Granados (Producciones Doradas)
. Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo)
. Ladislaw Dowbor (Economista e professor da PUC-SP)
. Ronaldo Lemos (Professor de direito da FGV-Rio)
. Juliana Nolasco (Coordenação de Economia da Cultura – MinC)
Moderador: Oona Castro (curadora do eixo economia do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 21h
Ação musical – lona de circo externa

21/11 – Sábado

9h/17h
Credenciamento/ inscrição

9h/12h
Transmissão da sala BNDES na Sala Petrobrás

Contexto Internacional da Cultura Digital – Sala BNDES


Palestrantes:
. Raquel Rennó (pesquisadora de arte digital e integrante da Associaçao Cultural de Projetos em Cultura Digital ZZZinc, de Barcelona e do International Center for Info Ethics, da Alemanha)
. David Sasaki (diretor do Rising Voices)
. Ivo Corrêa (Responsável pelas políticas públicas e governamentais da Google Brasil)
. Alfredo Manevy (Secretário executivo do Ministério da Cultura)
. Amelia Andersdotter (membro do Partido Pirata Sueco)
Moderador: Álvaro Malaguti (gerente de projetos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa- RNP)

Transmissão da sala BNDES nas tendas do hall

12h/14h
Encerramento

14h/17h
Cerimônia de encerramento – Sala BNDES
Entrega do resultado do trabalho realizado ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira
Atividades culturais – lona de circo externa.

Por: Gabriela Agustini

2°Observatório Fora do Eixo - Conferência Livre de Comunicação para Cultura


Depois da pauta Economia Solidária na primeira edição, o Observatório trabalhará o formato de Conferência Livre de Comunicação voltada para a cultura

A procura de estabelecer um núcleo de pesquisa que apresente e estude estas novas tecnologias sociais, o Circuito Fora do Eixo inaugurou no início de agosto o projeto Observatório Fora do Eixo, tendo todos os debates permeados pelo âmbito da Ecosol - Economia Solidária. Desta vez, abre as portas para uma das frentes que tem se desenvolvido ao longo do ano - A Comunicação.

A proposta central continua focada em estimular a difusão, análise e sistematização do conhecimentos produzidos neste período, através de seminários e debates virtuais. O objetivo é nitido, promover a troca de conhecimento, experiências - e claro, tecnologias -, ação típica deste movimento.

Assim como a sua primeira edição, a plataforma que receberá o projeto será o Portal Fora do Eixo - o conector virtual de todos os 50 pontos coletivos integrados a rede. Todas as palestras serão transmitidas via Web Rádio Fora do Eixo, enquanto as dúvidas e sugestões serão enviadas via Freenode (plataforma de bate-papo), na sala do Observatório.

O Observatório acontecerá de 16 a 20 de novembro, no formato de Conferência Livre de Comunicação para a Cultura, que privilegia ainda os temas relacionados a CONFECOM - Conferência Nacinal de Comunicação e estimula debates que fomentam questões da Comunicação Social. Para tanto, foram convidados especialistas nesta área, divididos entre os eixos "Movimentos da Comunicação Social", "Rádios e Tv's Comunitárias", "Laboratórios de Comunicação Universitária", "Portais e redes de movimentos livres", finalizando com "Software Livre", tema que atualmente são amplamente discutido pelos participantes da rede, desde o 2º Congresso Fora do Eixo, no fim de setembro, em Rio Branco, Acre.

Metodologia - Nos cinco dias em que acontecem, as atividades se iniciam às 20:00 (horário de Brasília), e cada um deles é dividido em dois momentos: os Grupos de Discussão (GDs) e Grupos de Trabalho (GTs). Cada dia será mediado por um agente do Circuito, além de contar com uma palestra do convidado. Os cinco grupos de trabalho são Redação, Audiovisual, Web Rádio, Agência e Fora do Eixo Card (no mesmo dia) e finalizando Fora do Eixo Discos e Sonorização. Os dois últimos grupos serão abordados pela perspectiva de trabalho do núcleo de Assessoria de Comunicação do Circuito.


Programação do Observatório: Conferência Livre de Comunicação





SEGUNDA-FEIRA (16/11)
"Movimentos da comunicação social" - Estudantil, Software Livre, Mídias independentes

GD - Jonas Valente (Intervozes e Confecom)

Locução: Sarah Mascarenhas
(Massa Coletiva)

Mediação: Marielle Ramires (Espaço Cubo) e Débora Andrade (Goma Cultural)

GT - Redação + Fora do Eixo Card - Sarah Mascarenhas (Massa Coletiva)


TERÇA FEIRA (17/11)
"Rádios e TV´s comunitárias/livres/solidárias"

GD - Josué Franco Lopes (Coordenador de comunicação da ABRAÇO Nacional)

Locução: Felipe Silva (Massa Coletiva)

Mediação: Laura Morgado (Lumo Coletivo) e Talles Lopes (Goma Cultural)

GT - WebRádio + Fora do Eixo Card - Ney Hugo


QUARTA FEIRA (18/11)
"Comunicação, Cultura e Universidade"

GD - Mariana Pezzo - Diretora de Comunicação UFSCar

Locução: Jovem Palerosi (Massa Coletiva)

Mediação: Carol Tokuyo (Massa Coletiva) e Lenissa Lenza (Espaço Cubo)

GT - Audivisual/WebTV + Fora do Eixo Card - Thiago Dezan


QUINTA (19/11)
"Portais e redes de movimentos livres/alternativos/ independentes/solidários"

GD - Vicente (Coolivre) + Daniel Tygel - (FBES - Forum Brasileiro de ECOSOL)

Locução: Carol Tokuyo (Massa Coletiva)

Mediação: Marielle Ramires (Espaço Cubo) e Lenissa e Lenza (Espaço Cubo)

GT - Assessoria Fora do Eixo - Agência + Fora do Eixo Card - Dríade Aguiar


SEXTA (20/11)
"Software Livre"

GD - Sérgio Amadeu- Sociólogo e Professor da Pós-Graduação da Faculade Cásper Líbero

Locução: Felipe Silva (Massa Coletiva)

Mediação: Sarah Mascarenhas (Massa Coletiva) e Daniel Roviriego (Massa Coletiva)

GT - Assessoria Fora do Eixo - Discos + Sonorização + Fora do Eixo Card - Letícia Spíndola (Coletivo Bigorna)


O Observatório Fora do Eixo Card acontecerá de 16 a 20 de novembro, das 20h às 22h30. Os seminários e bates papos poderão ser acompanhados através da Rádio Fora do Eixo, no www.foradoeixo.org.br

14/11/2009

CONECOM: Comunicação, Cidadania e Mudanças

A comitiva do Raio esteve presente na Conferência Estadual de Comunicação, mobilizada pela sociedade civil, representada por diversas entidades como CUT e movimentos de democratização da comunicação, empresários e poder público, representado pelo procurador de justiça. Uma das principais pautas da CONECOM, senão a maior, era a discussão do papel social da comunicação, com a votação do regimento pelos representantes que deve garantir daqui para frente a discussão em torno das práticas, políticas e produções voltadas para esse meio. Dividida em painéis, dois no primeiro dia e um no segundo.

Depois da votação do regimento deu-se a abertura dos painéis com a apresentação do Procurador da República no Estado, dissertando sobre a importancia da Comunicação e de como o Estado e até mesmo a sociedade vem deixando a discussão de lado, mesmo sendo ela um direito garantido pela Constituição como de todos e livre a todos as classes. Nas palavras de Montesquieu, “o poder não quer controle” reflete o que se tornou a comunicação no Brasil: um poder, por que está nas mãos de uma minoria que a monopoliza e limita o seu acesso, uma minoria que quer ter o controle e não ser controlada no uso de um serviço de importância pública. Tais conflitos de forças se dão graças ao poder que esse setor tem e de como ele pode ser usado como mantenedor dos poderes e influenciador de mentalidades, pautem-se no aforismo “informar é formar”. A comunicação social e de base sendo posse de poucos, unilateral, contra a diversidade cultural e eximida da discussão no nível público fere não só as letra representada pela Constituição, mas também a liberdade individual do cidadão que se vê tolhido do conhecimento e da informação. No fim de sua fala ressaltou que a discussão é influenciada pelos interesses politico/financeiros e que a conquista desse poder deve ser conquistada com uma construção de bases para tal e com informação e debates democráticos com sociedade civil, pois é de se esperar que o poder instituído não queira ser podado.

Marco Bonito, professor da UNIR Vilhena, apresentou uma leitura da sociedade atual com sua palestra COMUNICAÇÃO SOCIAL DIGITAL EM REDE NA ERA DA INFORMAÇÃ E DO INDIVÍDUO, o nome pode até assustar, mas as idéias postas mostram que a sociedade se moldou para tornar o indivíduo um “consumidor de informações”, mais do que isso, as tecnologias e suas inovações trazem não só uma “facilidade” ou um contato mais rápido, mas uma nova forma de ver e pensar o indivíduo, com reflexos em áreas da pedagogia, filosofia, educação e política só pra começar. Esse nome ser humano, chamado pelos estudiosos de “informívoro”, teria uma nova individualidade moldada nas escolhas em rede, escolhas essas que mudam as formas de se consumir a informação, que agora vai direcionada não a um “vocês” mas a um “você”, o indivíduo em suas particularidades filtraria seu acesso à informações pautado nas suas necessidades.

A geração da informação, e as antecendentes, devem por isso se preocupar com esse novo mundo e seus descendentes, a Geração Z as crianças que hoje têem contato desde o berço contato com tecnologias à pouco tempo vistas apenas em ficção científica e acesso fácil a todo tipo de informação não pode ficar à parte da discussão. Sob o risco de estarmos deixando de lado o preparo e as formas de ensinar aos novos membros da sociedade se deixarmos a prática do ensino ficar estagnada na forma “analógica”, incompatível com a nova geração que se avizinha. Outro ponto bordado foi a comunicação na região amazônica, que em Rondônia sofre pelo alto custo, a falta de políticas públicas para sua democratização e com a já conhecida extensão do território.

Diferentemente de outros estados, como o Acre, que já possuem avanços em termos de acesso a rede e a dissiminação de tecnologias. Para pontuar suas falas utilizou dados do CGI (comitê gestor de internet), que presta um serviço público ao divulgar dados sobre acesso a internet e outras pesquisas sobre acesso à rede. Dado importante é o de que a maioria dos acessos acontece de lugares públicos e o de que os custos para tal tendem a ser mais baixos, realidade bem diferente em nosso estado.

Depois de um breve intervalo, seguiu-se o segundo painel, com Jonas do Coletivo Intervozes, coletivo nacional voltado para o direito a comunicação, explanando acerca do direito de comunicação e de sua história no Brasil. Expôs que passamos, e devemos incentivar, um processo revolucionário e que tal processo não teria uma bandeira “anarquista” ou algo que o valha, mas devido ao monopólio da comunicação existente, essa luta seria para entrarmos, no mínimo, no modelo liberal onde o mercado, no caso a comunicação, seria um lugar de livres investimentos e sem monopólios. Exemplificou mostrando que com o passar dos anos a telefonia celular que tinha várias operadoras agora é dominada por 4 marcas apenas. A proposta para a atuação seria terminar com essas concentrações de propriedade em um serviço de ordem pública com uma maior atuação da sociedade civil fiscalizando os custos de publicidade pública e os critérios de concessão de sinais.

Por fim a representante da CUT mostrou como o filtro das informações é constituído, exemplificando que há poucos dias um protesto com 50 mil trabalhadores em brasília não foi noticiado em nenhum meio de comunicação de massa ou das emissoras hegemônicas. Assim o controle da informação se daria já na escolha da informação a ser passada, estariamos passando por uma censura “branca”. Os meios de comunicação se prestam à divulgação de fatos que importam aos seus interesses e à manutenção de seu monopólio.

O CONECOM deu uma pequena mostra do que pode ser debatido e batalhado através das ferramentas democráticas e que tal discussão é mais que um direito, é m dever tendo em vista todos os direitos que estamos perdendo sob o julgo do monopólio das comunicações.
Por: Luiz Cochi