14/11/2009

CONECOM: Comunicação, Cidadania e Mudanças

A comitiva do Raio esteve presente na Conferência Estadual de Comunicação, mobilizada pela sociedade civil, representada por diversas entidades como CUT e movimentos de democratização da comunicação, empresários e poder público, representado pelo procurador de justiça. Uma das principais pautas da CONECOM, senão a maior, era a discussão do papel social da comunicação, com a votação do regimento pelos representantes que deve garantir daqui para frente a discussão em torno das práticas, políticas e produções voltadas para esse meio. Dividida em painéis, dois no primeiro dia e um no segundo.

Depois da votação do regimento deu-se a abertura dos painéis com a apresentação do Procurador da República no Estado, dissertando sobre a importancia da Comunicação e de como o Estado e até mesmo a sociedade vem deixando a discussão de lado, mesmo sendo ela um direito garantido pela Constituição como de todos e livre a todos as classes. Nas palavras de Montesquieu, “o poder não quer controle” reflete o que se tornou a comunicação no Brasil: um poder, por que está nas mãos de uma minoria que a monopoliza e limita o seu acesso, uma minoria que quer ter o controle e não ser controlada no uso de um serviço de importância pública. Tais conflitos de forças se dão graças ao poder que esse setor tem e de como ele pode ser usado como mantenedor dos poderes e influenciador de mentalidades, pautem-se no aforismo “informar é formar”. A comunicação social e de base sendo posse de poucos, unilateral, contra a diversidade cultural e eximida da discussão no nível público fere não só as letra representada pela Constituição, mas também a liberdade individual do cidadão que se vê tolhido do conhecimento e da informação. No fim de sua fala ressaltou que a discussão é influenciada pelos interesses politico/financeiros e que a conquista desse poder deve ser conquistada com uma construção de bases para tal e com informação e debates democráticos com sociedade civil, pois é de se esperar que o poder instituído não queira ser podado.

Marco Bonito, professor da UNIR Vilhena, apresentou uma leitura da sociedade atual com sua palestra COMUNICAÇÃO SOCIAL DIGITAL EM REDE NA ERA DA INFORMAÇÃ E DO INDIVÍDUO, o nome pode até assustar, mas as idéias postas mostram que a sociedade se moldou para tornar o indivíduo um “consumidor de informações”, mais do que isso, as tecnologias e suas inovações trazem não só uma “facilidade” ou um contato mais rápido, mas uma nova forma de ver e pensar o indivíduo, com reflexos em áreas da pedagogia, filosofia, educação e política só pra começar. Esse nome ser humano, chamado pelos estudiosos de “informívoro”, teria uma nova individualidade moldada nas escolhas em rede, escolhas essas que mudam as formas de se consumir a informação, que agora vai direcionada não a um “vocês” mas a um “você”, o indivíduo em suas particularidades filtraria seu acesso à informações pautado nas suas necessidades.

A geração da informação, e as antecendentes, devem por isso se preocupar com esse novo mundo e seus descendentes, a Geração Z as crianças que hoje têem contato desde o berço contato com tecnologias à pouco tempo vistas apenas em ficção científica e acesso fácil a todo tipo de informação não pode ficar à parte da discussão. Sob o risco de estarmos deixando de lado o preparo e as formas de ensinar aos novos membros da sociedade se deixarmos a prática do ensino ficar estagnada na forma “analógica”, incompatível com a nova geração que se avizinha. Outro ponto bordado foi a comunicação na região amazônica, que em Rondônia sofre pelo alto custo, a falta de políticas públicas para sua democratização e com a já conhecida extensão do território.

Diferentemente de outros estados, como o Acre, que já possuem avanços em termos de acesso a rede e a dissiminação de tecnologias. Para pontuar suas falas utilizou dados do CGI (comitê gestor de internet), que presta um serviço público ao divulgar dados sobre acesso a internet e outras pesquisas sobre acesso à rede. Dado importante é o de que a maioria dos acessos acontece de lugares públicos e o de que os custos para tal tendem a ser mais baixos, realidade bem diferente em nosso estado.

Depois de um breve intervalo, seguiu-se o segundo painel, com Jonas do Coletivo Intervozes, coletivo nacional voltado para o direito a comunicação, explanando acerca do direito de comunicação e de sua história no Brasil. Expôs que passamos, e devemos incentivar, um processo revolucionário e que tal processo não teria uma bandeira “anarquista” ou algo que o valha, mas devido ao monopólio da comunicação existente, essa luta seria para entrarmos, no mínimo, no modelo liberal onde o mercado, no caso a comunicação, seria um lugar de livres investimentos e sem monopólios. Exemplificou mostrando que com o passar dos anos a telefonia celular que tinha várias operadoras agora é dominada por 4 marcas apenas. A proposta para a atuação seria terminar com essas concentrações de propriedade em um serviço de ordem pública com uma maior atuação da sociedade civil fiscalizando os custos de publicidade pública e os critérios de concessão de sinais.

Por fim a representante da CUT mostrou como o filtro das informações é constituído, exemplificando que há poucos dias um protesto com 50 mil trabalhadores em brasília não foi noticiado em nenhum meio de comunicação de massa ou das emissoras hegemônicas. Assim o controle da informação se daria já na escolha da informação a ser passada, estariamos passando por uma censura “branca”. Os meios de comunicação se prestam à divulgação de fatos que importam aos seus interesses e à manutenção de seu monopólio.

O CONECOM deu uma pequena mostra do que pode ser debatido e batalhado através das ferramentas democráticas e que tal discussão é mais que um direito, é m dever tendo em vista todos os direitos que estamos perdendo sob o julgo do monopólio das comunicações.
Por: Luiz Cochi

Festival Quebramar rompe paradigmas culturais no Amapá

Heluana- Artista polivalente - Canta na Mini Box e Planeja no Palafita

Nesse último final de semana dias 06 e 07 de novembro, ocorreu na capital, Macapá, a II edição do Festival Quebramar de Música Independente, considerado pela revista Bravo! o 5º mais promissor do país. A Programação contou com Ratos de Porão, mas também enfatizou a participação de bandas nortistas como a rondoniense Ultimato. Além deles os agentes Culturais do Coletivo Caos também se fizeram presentes.

Realizado pelo Coletivo Palafita e Circuito Fora do Eixo, com a apresentação do Governo do Estado do Amapá e vários apoiadores, o evento aconteceu no Anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá, maior Forte colonial da América do Sul, patrimônio histórico do Brasil.

A edição de 2009, tal qual no ano anterior, foi de graça ao público. Segundo a diretoria da Fortaleza, em torno de 4mil pessoas acompanharam na orla da cidade, ao lado do Rio Amazonas, as doze bandas locais e seis de outros Estados.

Com palestras e discussões durante a manhã e tarde, assuntos como jornalismo cultural, arranjos produtivos locais na economia cultural e emergência cultural na região Norte foram debatidos por músicos, coletivos e produtores nortistas que expunham suas experiências e perspectivas com a mediação do jornalista Alex Antunes e do sociólogo Marcus Vinícius Franchi.

O Festival Quebramar foi um exemplo de discussão, integração e trabalho em conjunto na sua execução, englobando a participação e mão-de-obra dos coletivos Megafônica (PA), PVH Caos (RO), Canoa Cultural (RR) e Difusão (AM) e Casarão Live (PA).

Pontuar anualmente um evento nesse porte, em que possa significar tanto entretenimento e promoção da cultura urbana local quanto a qualificação através do intercâmbio de tecnologias, é sintomático, pois escancara uma vontade e atitude articuladora por meio dos agentes culturais. Estimular a cultura associativista e gerir o diálogo entre a própria região é integrá-la e propor um modelo de gestão, produção, distribuição e circulação que culminem na construção de uma identidade cultural brasileira assumidamente plural.

Saiba mais em http://festivalquebramar.com.br

Por: Jenifer Nunes (Coletivo Palafita)

12/11/2009

Comitiva do Raio Q Uparta na CONECOM

O Raio Q Uparta esteve presente na Conferência Estadual de Cultura, cuja programação da quinta-feira envolveu a abertura da Conferência, debates sobre o Regimento Interno, e três palestras que já ilustraram dois dos três eixos temáticos propostos na programação. Em breve o Raio retornará com mais matérias sobre a Conferência.



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Rock No Lacerda
Neste sábado vai rolar mais uma edição do evento Rock No Lacerda. A edição deste fim-de-semana, vai começar às 21h30 e vai contar com as bandas FOXY, M-16 e PVH Blues.

Serviço
Local: Galeria Lacerda
Data: 14/11
Horário: 21h30
Entrada: R$5,00

Por: Ramon Alves

11/11/2009

Primeiro EP da Banda Rinoceronte é Lançado Pelo Projeto Compacto.REC

Após lançamentos de bandas renomadas do cenário independente nacional, como o Porcas Borboletas, no qual foram registrados mais de 3.000 downloads, o Compacto.REC deste mês disponibiliza na íntegra o primeiro registro físico da banda gaúcha Rinoceronte, que atua com o Coletivo Macondo, de Santa Maria. O Raio Q Uparta, mais uma vez, esteve envolvido com o desenvolvimento da iniciativa, e vê o trabalho nessa edição do Compacto como algo frutífero tanto para o desenvolvimento do Coletivo quanto para o fortalecimento das ações nacionais do Circuito.

Fomentar produções que apresentem uma qualidade estética superior, e que não estejam necessariamente ligadas aos grandes centros políticos: a concepção do Circuito Fora do Eixo encontra um dos seus maiores expoentes na banda Rinoceronte, de Santa Maria, cidade gaúcha de apenas 270 mil pessoas, mas que se encontra em posição estratégica, no centro do estado.

A banda, que investe numa sonoridade que vai na contramão dos moldes do já estabelecido ''rock gaúcho'' - que geralmente privilegia referências oitentistas e brit-pop - se coloca num espaço que fica entre o rock setentista e o stoner rock contemporâneo, influência comprovada até mesmo na presença de palco dos integrantes da banda.

MACONDO COLETIVO

Além dos palcos, a banda integra as ações do Macondo Coletivo, coletivo integrado ao Circuito Fora do Eixo e que atua desde 2004 na produção cultural independente, agregando transversalidade das artes, através de ações que englobam os campos da música, teatro, artes plásticas, cinema, entre outros. Juntamente com as atividades, o coletivo também desenvolve o Festival Macondo Circus e espaços como a Sala Dobradiça, espaço expositivo potencialmente flexível que visa a difusão de propostas visuais de artistas novos, tanto do Brasil quanto do exterior.

O Macondo Coletivo integra o Circuito Fora do Eixo, que é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Começou com uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota desde então batizada de Circuito Fora do Eixo.

COMPACTO REC

O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Os últimos lançamentos deste ano foram Porcas Borboletas (MG) e Boddah Diciro (TO). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.

SOBRE O DISCO

O primeiro lançamento da banda mostra amadurecimento em termos de qualidade técnica e estética. O garage/stoner da banda consegue aliar momentos de peso que soam quase heavy metal, como em "Anda no Ar", com passagens que imprimem uma abordagem mais pop ao estilo, como nos vocais de "Chaves e Segredos". Fechando ainda o disco, há toda a energia rocker de "O Choque", que cumpre o prometido pela banda. Um ponto importante a ser destacado na produção do CD é o conceito visual da capa, elaborado pelo coletivo de designers Bicicleta Sem Freio, cujo trabalho pode ser visualizado no clipe da música "My Favorite Way", da banda Black Drawing Chalks (GO), videoclipe que concorreu na edição de 2009 do VMB nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do Ano. A banda, que está na Coletânea Fora do Eixo 2009, terá o seu EP primeiramente disponível apenas para download, e será distribuído nacionalmente pela Fora do Eixo Discos.

Acesse e baixe o EP Rinoceronte: http://compactorec.foradoeixo.org.br

Por: Assessoria de Imprensa Compacto.REC

10/11/2009

Calendário de Eventos Fora do Eixo Rondônia - Novembro

O Circuito Fora do Eixo Rondônia, rede de Coletivos rondonienses integrados ao Circuito Fora do Eixo, definiu um planejamento comum de ações visando o fortalecimento da cena rondoniense. O planejamento comum da rede segue abaixo:

14/11 - Vilhena - 4° Edição do Projeto "Sábado a Noite Lá na Praça" (Vilhena Rock)
21/11 - Ariquemes - Estação do Rock
28/11 - Porto Velho - Noite Fora do Eixo com Digitos & NEC (Raio Q Uparta)


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Reunião Geral Raio Q Uparta - 06/11

No sábado, 06/11, aconteceu uma reunião geral do Coletivo que envolveu pautas como o Organograma de Funções do Coletivo, os repasses dos ocorridos no Festival Calango, o setor de Distribuição do Coletivo e o evento "Noite Fora do Eixo com Digitos & NEC", que será produzido pelo Coletivo.

Confira a Ata na íntegra aqui.
Por: Ramon Alves