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7 de fev. de 2010

Movimentação Portovelhense no Grito Rock 2010

O Festival Integrado Grito Rock, que acontece em mais de 80 cidades no Brasil e América Latina, é uma boa oportunidade para bandas saírem de suas respectivas cidades e mostrar o seu som em outras paragens, podendo até organizar turnês entre um Grito e outro. Dos artistas portovelhenses, três bandas conseguiram seu espaço em programações que não a da capital.

Osdonorte no Piratas Pub (Foto: Rods)

A primeira delas, Osdonorte, quarteto grunge que já acumula algumas apresentações na capital e, pela primeira vez, irá tocar no interior rondoniense, no Grito Rock Ji-Paraná, no dia 15/02. Sobre a experiência, Ary, vocalista da banda diz: "Eu estou um pouco nervoso. Nós estamos prometendo umas inovações na banda, e a gente tá com gás pra fazer um ótimo show. Esperamos ter uma boa recepção da galera de Jipa, estamos com receio em relação a isso, já que não conhecemos o público." A banda ainda vai se apresentar em Porto Velho, no dia 16/02.

Expresso Imperial (Foto: Raony Ferreira)

Outra banda que vai fazer sua primeira apresentação fora de Porto Velho é a Expresso Imperial. O trio, que estreou recentemente no Raio Apresenta, em Janeiro, já vai fazer a sua segunda apresentação no Grito Rock Vilhena, no dia 14/02. Além de Vilhena, a banda também vai se apresentar no Grito de Porto Velho, no dia 16.

A última delas, que vai organizar uma turnê mais extensa, é a já veterana Ultimato, que organizou uma turnê Centro-Oeste, que consiste nos Gritos Rock Brasília, Anápolis, Inhumas e Goiânia.


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Grito Rock Vilhena

13/02 - Sábado

19:00 – Vintage
19:30 – Besouro Suco (Colorado/RO)
20:00 – Sam 57 (Cacoal/RO)
20:30 – Rhox (Cuiabá/MT)
21:00 – Strutura 6
21:30 – Vinil Laranja (Belém/PA)


14/02 - Domingo

17:00 – Gravidade Zero (Colorado/RO)
17:30 – Expresso Imperial (Porto Velho/RO)
18:00 – Mustache
18:30 – Capuccino Jack (Rio Branco/AC)
19:00 – Sub Pop
19:30 – Di Marco (Ji-Paraná/RO)


16/02 - Terça-Feira

19:00 – Substação
19:30 – CR4 (Cacoal/RO)
20:00 – Oxyde
20:30 – Urbanos
21:00 - One Name (Rolim de Moura/RO)
21:30 – Gun Jack
22:00 – Enmou


Serviço
Local: Rotary Club de Vilhena (Clube da Amizade)
Horário: Sempre a partir das 19:00
Ingressos por dia: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,00 + 1 kg de alimento não perecível(meia)
Passaporte: R$ 10,00 + 1 kg de alimento não perecível (inteira) / R$ 5,00 + 2 kg de alimento não perecíveis (meia).


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Grito Rock Ji-Paraná

- Di Marco (Ji-Paraná - RO)
- Rolpe (Ouro Preto d’Oeste - RO)
- Osdonorte (Porto Velho - RO)
- Calibre a Gosto (Ji-Paraná - RO)
- Vinil Laranja (Belém - PA)
- Rhox (Cuiabá - MT) -
- Tatudikixuti (Ji-Paraná - RO)

Serviço
Local:
Lions Club - Ji-Paraná
Horário: 19h
Ingressos: R$5,00
Por: Ramon Alves

13 de mai. de 2009

1º Encontro de Bandas de Rock em Cacoal


Sábado, dia 16 de maio, acontecerá em Cacoal o 1º Encontro de Bandas e Coletivos do Estado de Rondônia. O evento contará com a participação de bandas das quatro cidades representadas nesse encontro (Porto Velho, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena), como a portovelhense Hey Hey Hey, o punk vilhenense da Enmou, a volta da Tatudikixuti, de Ji-Paraná, e a vencedora do Festival Solaris de Bandas Novas de Cacoal, C4.

De acordo com Fernando Meloni, um dos idealizadores do encontro, o encontro busca a divulgação das bandas locais e seu material autoral, além de estreitar os contatos através de intercâmbios, uma vez que Cacoal não possui uma cultura de festivais.

Outro ponto importante a ser destacado é o Encontro de Coletivos do Estado de Rondônia, que acontecerá dia 17 de maio, às 10h da manhã, aonde estarão representados os coletivos : Raio Q Uparta, Interior Alternativo, Vilhena Rock e ACRO (Associação Roqueira de Ji-Paraná). O encontro visa o planejamento conjunto para a formação do Circuito Rondoniense de Música Independente, buscando uma parceria forte dentro do estado.


Por : Ramon Alves

29 de jan. de 2009

Fim de semana alternativo

No último fim de semana rolou na Sede do Casarão Di Marco. A banda de Ji-Paraná esteve em Porto Velho para dois eventos: na sexta, fazer o tributo a Los Hermanos com a Hey Hey Hey e no sábado, fazer o lançamento de seu EP, junto com o Coletivo Raio Q Uparta.
Na noite de sábado, tocaram mais quatro bandas, dentre elas a New Change, banda participante do Raio. Sharkeiros e Overdose D/S abriram a noite do primeiro evento do ano do Coletivo, seguida pela New Change e Bicho du Lodo que animou um bocado de gente. A Di Marco seguiu tocando e no seu estilo também fez com que o público presente ficasse ali pra curtir o som deles.
Di Marco, na Sede do Casarão
No mais, movimentação da cena, sempre!

Mais fotos: Flickr do Coletivo Raio Q Uparta

Por: Núcleo de Comunicação

4 de jan. de 2009

Interior Movimentado, Ji-Paraná e seu Fim de Semana barulhento

Vista do Hotel / Banda Hope / Banda Di Marco
Eu lá ia em direção à Jipa, tomando mais um daqueles ônibus que, aparentemente, são o máximo rumo a um fim-de-semana destruidor com direito a banda de metal e a gang de motoqueiros. Logo que saí da rodoviária me instalei no hotel bom e barato, que por uma leve coincidência, dá de fundos com uma prisão (foto). Chego ao quarto e vou buscar meu celular na minha mochila, onde tenho o telefone dos amigos que conheço na cidade e dou conta de que havia perdido. Por sorte quem o encontrou foi o pai de uma moça que trabalha na empresa de ônibus e que me fez o favor de enviar o bendito telefone o mais rápido possível. É difícil encontrar pessoas honestas assim hoje em dia... Além de ser uma cidade bonita, comparada à retorcida e capenga capital, as decorações de Natal eram muito mais bem elaboradas e contava até com uma “casa do papai noel” nas proximidades do centro: uma bela casinha, estilo colonial com grama por todo lado, luzes e enfeites. Tal lugar chega mesmo a ser tomado como um ponto turístico por sua beleza (sem foto dessa vez, visitem e vejam vocês mesmos). Já no sábado lá vamos eu e minha senhora ao local onde se realizaria a primeira quebradeira do fim-de-semana. Na verdade eu já conhecia o local, mas em outra situação. É uma lan-house um tanto pequena com um bar no fundo e um espaço que cabem no máximo 70 pessoas. A polícia passando na avenida atrás de motos e carros irregulares, pois bem em frente fica o “point” da música boa e dos “garotinhos e seus carros legais”, uma pequena turma já se junta na frente da On-line, all-star, camisas pretas e o pessoal das bandas.
Cumprimento o “DiMarco” Raphael que só agora encontro, me sento no meio-fio para tomar uns goles de uísque e é aí que aparecem uns motoqueiros com motos envenenadas e suas jaquetas surradas e estacionam suas monstras do outro lado da rua na minha frente. Fico sentado curtindo o bom vento da noite e pensando em como o lugar vai suportar esse povo que esta do lado de fora... Pago os dois mangos do ingresso e depois de um tempinho a primeira banda entra em cena, Hope de Ouro-preto d'Oeste, que tocou apenas umas três músicas e, segundo o vocalista, me contou na cavernosa fila do banheiro, interromperam o show porque o som estava ruim. Também pudera, o lugar é uma caixa de fósforos e eles tentaram tocar hardcore, não funcionou. Espero outra chance de poder vê-los melhor. Depois entra a DiMarco, com o vasto repertório, mesclando músicas próprias com um seleto grupo de covers como Arctic Monkeys, Los Hermanos (muito bem executado), Amy Winnehouse, Strokes, Moptop e sei lá mais o que indie. Uma observação importante é que a DiMarco, sempre que a assisto, soa bem, com som bom ou ruim, eles parecem sempre os mesmos, coesos e com forte vibração pop. Pontos altos para as músicas próprias como “Não há segredo no embalo dos nossos quadris” e tantas outras que poderiam se reproduzir e fazer mais presença no pacote DiMarco.
Eis que depois da DiMarco desses os motoqueiros lá de fora entram, o clima fica tenso e... Sim, eles são uma banda, não iam matar ninguém lá dentro, pelo menos não no nível físico, Old School Of Rock'nRoll é o que pode ser o nome do grupo quanto a descrição das covers que tocaram. Para quem não entendeu, um festival de covers de Black Sabath, StheppenWolf e essas coisas. Logo em uma altura em que eu bebia vodka pura e tentava falar com o “garçon” que se esquivava de uma garota que ocupava a parte de cima do único balcão do lugar. O som do lugar não era lá essas coisas, mas por dois reais, um ambiente bacana e com ar-condicionado, três bandas e um clima meio “pub” é de valer a pena. Depois eu e minha senhora tomamos carona com o “DiMarco” Raphael e fomos comer uns pastéis e ver capivaras na rua (não é nenhuma piada elas realmente aparecem num parque às margens do Rio Machado).

O domingo (28/12) prometia com o “Eu quero é rock”, festival que contaria com participação de bandas locais e de Jipa. Marcado para as 19hs calculei que poderia assistir as cinco bandas que estavam no cartaz e tomar o ônibus de volta no mesmo dia, afinal meu trabalho me espera. O evento teve um enorme atraso, quase umas duas horas. Nesse meio tempo saímos para conhecer melhor o que a cidade tinha para oferecer, visitamos uma espécie de parque com brinquedos e o presépio gigante, tudo muito bem arrumado, mas meio misturado demais, tendas de bebidas e música eletrônica (dance) estavam no mesmo espaço de carrosséis, tiro-ao-alvo e pescaria, vai entender. Calculei que o atraso mataria umas três bandas que iríamos assistir, mas não foi o caso, perdemos só duas.

Banda Djow / Banda Calibre a Gosto / Banda Hawk Angel
Quando voltamos ao Teatro Dominguinhos a banda Djow, de Cacoal, estava se apresentando, formada pelo guitarrista da Relicário que agora ataca de violão e nos vocais, muito bons por sinal, e por mais 3 integrantes segurando o instrumental tocaram um pop rock bem elaborado misturando covers de Capital Inicial e músicas próprias e relembrando o material da Relicário, com um guitarrista virtuoso e controlado e uma batera forte e simples mostraram a cara da nova música de Cacoal, revelando que esta cidade do interior tem música de alta qualidade. Tirando as roupas meio esquisitas foi um ótimo show. Até estou procurando na internet.
Logo após veio a Calibre a Gosto, de fato não consegui entender esse nome, tocaram o seu som pesadão meio new-metal meio Charlie Brown Jr, os pontos altos foram os covers de Rappa e suas músicas acompanhadas de um guitarrista absurdamente rápido. A banda em si é boa, com arranjos legais e meio inusitados, mas eu não conseguia entender quase nada que o vocalista grandão, musculoso e tatuado tentava cantar. A não ser no cover do Rappa que foi muito bem executado, mas gostei da banda e de sua presença de palco que não deixou ninguém parado dentro do gelado teatro que contava com o maior sistema de ar-condicionado dentro de um teatro que eu já vi, e senti. Depois disso veio a Hawk Angel. Das últimas duas vezes que os assisti tinham uma menina no vocal que tinham um gutural bem pesado, agora eles me aparecem com um vocalista e uma mudança de estilo drástica, passaram do gótico ao metal estilo Angra. Tudo que tenho condições de comentar é que o vocal desafina quando vai catar as notas mais altas naqueles gritinhos metal. A banda é coesa e muito bem ensaiada e agradou o público metaleiro que estava lá.
Ao todo no teatro haviam umas 300 pessoas que ficavam fora e dentro, o teatro sempre com um movimento bom e, até a hora em que saí, nada de brigas ou confusões. O som do local era bom demais, ouvia todas as guitarras, baixos e baterias, na mesa de som até um notebook era usado para as regulagens, uns dos melhores sons que já vi, talvez os produtores da capital devessem zelar por esse ponto como no interior. Devido ao atraso não pude assistir as ultimas duas bandas, Tatudikixuti e Urbanóids, fica para uma próxima.
Jipa, coloquem no mapa como ponto de encontro das bandas do estado todo, pois é a cidade que está praticamente no meio das distâncias e que sempre tem coisas legais rolando.

Por: Luiz Antonio - Colaborador Núcleo de Comunicação

5 de nov. de 2008

Festival Machado: sucesso inesperado!

(Eclipse Final -Rock Cristão)

Nos dias 24, 25 e 26 de outubro, foi realizado na cidade de Ji-Paraná/RO, o FESTIVAL MACHADO, produzido por Mariana Paio e Samira Lima com patrocínio da Fundação de Cultura. O evento contou com onze bandas de Ji-Paraná, uma de Cacoal (Relicário), e duas de Porto Velho (Ultimato e Bicho Du Lodo).
O evento consistiu em uma seleção de bandas que, ao se inscreverem, estariam participando de uma “peneira”, sendo que as escolhidas pelo júri – formado por músicos e representantes da fundação – gravarão um disco que será totalmente financiado pela mesma Fundação.
Nos dois primeiros dias foi realizada a seleção e no último, apenas as vencedoras tocaram. As bandas vencedoras foram: Di Marco, Neófitos, Relicário, Eclipse Final, Calibre A gosto e Tatudikixute.
Segundo os produtores do evento, serão prensadas mil cópias do disco, sendo que 960 serão divididas entre as bandas e 40 serão enviadas para produtores e festivais de todo o Brasil.


(Bate-papo com Samira Lima)

Além da presença do Raio no último dia do festival, esteve presente também a rádio PVH CAOS, que transmitiu todo o festival pela internet.
A produção do evento, que não esperava a proporção que o Festival tomou, se mostrou bastante animada e otimista com a idéia da implantação de um coletivo de bandas independentes na cidade, realizando festas periódicas e promovendo o intercâmbio entre as cenas próximas.


(Di Marco)

Apesar da boa aceitação, ficou evidente que a maioria das bandas, ainda está no processo de migração de repertório de covers para um trabalho autoral mais criterioso. O grande destaque foi a banda Di Marco que, com um repertório já desenvolvido, obteve um espaço de três canções no disco que terá quatorze faixas no total.

Por Marcos Fonseca e Gregory Thiago