7 de set. de 2009

Made In Marte - Festival Casarão

Made in Marte ( Foto : Ivan Gabriel)

Para abrir o festival ninguém melhor que eles, a chuva e um pouco da demora no som não estragaram o potencial da banda que retornou depois de um tempo longe dos palcos. Os baixos sempre presentes e relevantes em músicas que denunciavam uma sonoridade moderna com referencias de Joy division a Radiohead sem no entanto entrar em chavões ou cair no óbvio. A guitarra apresentava momentos de suavidade, lógico pois era tocada por um menina, e tensão com o uso de dissonâncias e efeitos, simples e leves, mas que nos desencadeiam momentos de inquietação, complementado por um vocal feminino suave e afinado, fechando um show que esperamos que se repitam mais e melhores vezes.
Por : Luiz Cochi

4 de set. de 2009

As Duas Prévias do Festival Casarão

Na última quinta e sexta-feira, dias 02 e 03 de Setembro respectivamente, rolaram as duas Prévias do Festival Casarão, que, contaram com a participação de 6 bandas, entre elas a paraense Johnny Rockstar, e a paraibana Cerva Grátis. Segue abaixo um apanhado geral do que aconteceu nos dois dias de prévia.

02/09 - 1ª Prévia do Festival Casarão

Cerva Grátis
A Primeira Prévia do Festival Casarão foi realizada no Pub Antiquarius, e além da presença das bandas AP-12, Ultmato e Cerva Grátis, cujas apresentações foram garantia de um ótimo evento, o evento também contou com a transmissão em tempo real da WebRádio PVH Caos e com uma mini-banca do Coletivo Mundo, montada pelos integrantes da Cerva Grátis.

03/09 - 2ª Prévia do Festival Casarão

O recado já estava dado do lado de fora do Pirata's Pub
A Segunda Prévia do Festival Casarão, que foi realizado no Pirata’s Pub, foi marcada por um clima de integração gerado pela presença de diversos realizadores de projetos de música independente. Além das bandas, haviam lá produtores, coletivos, webrádios, selos e articuladores da música independente brasileira. O evento foi realizado no teve a participação das bandas TRAP, Bicho du Lodo e Johnny Rockstar (PA).
Por : Ramon Alves

2 de set. de 2009

The Miss Jane Hard Rock Club Band!

Outra da série de entrevistas, agora com a banda Miss Jane, entrevistada numa colaboração inédita de Laís Molitor, que atua também no blog do Festival Casarão. Na conversa com a banda, são abordados temas como a nova formação da banda, a apresentação no Grito Rock Cuiabá deste ano, o trabalho com o Raio Q Uparta e a expectativa para o Festival Casarão deste ano. Enjoy!

Esse ano, a Miss Jane já participou da inauguração da Sede Casarão, do Grito Rock Cuiabá, do lançamento do Festival Casarão com Los Porongas, e agora vai participar do X Festival Casarão.

Banda portovelhense de Hard Rock existente desde 2007, a Miss Jane já passou por algumas transformações e atualmente conta com a seguinte formação: Aloísio Spadeto (vocal), Aécio Monte (guitarra), Ramon Alves (baixo) e Victor Benigni (bateria). Aécio e Victor já tocavam juntos em outra banda e chamaram Aloísio pra formar a Miss Jane. Pouco antes do Grito Rock Cuiabá, com a saída do antigo baixista, Ramon foi convidado pra se juntar à banda apenas com o intuito de apoio à apresentação durante o Grito. Acabou que ele ficou permanente na banda, surgindo assim a atual formação da Miss Jane.

Essa mudança de membros é vista pela banda de forma tanto positiva quanto negativa. Positivamente, eles acreditam que a mudança sempre traz energias novas, dá ânimo para os já componentes. Por outro lado, o início é sempre trabalhoso, requer mais desempenho. Como disse Ramon, “O primeiro passo é sempre o mais difícil”.

Outra conseqüência dessa troca de componentes da banda, é a transformação que ela sempre causa. A banda agora se encontra em processo de transição. Trata-se de um aprimoramento no estilo, mas sem deixar de lado o hard rock característico. A sonoridade mais direta, gravações e letras mais elaboradas são algumas das novidades, como disse Ramon: “Geralmente, o Aloísio ou o Victor trazem uma letra, e a gente vai trabalhando em cima da letra, já com algum direcionamento em mente. Ou o contrário, se alguém da banda já chega com alguma idéia de música em mente, a gente separa alguma letra e tenta encaixá-la”.

O novo EP da Miss Jane encontra-se atualmente em fase de pré-produção. A banda está trabalhando nas novas composições para então entrar em estúdio. O EP vai contar somente com músicas novas, inclusive com duas que já foram apresentadas ao público no Lançamento do Festival com Los Porongas. (‘Você e Nada Pra Fazer’ e ‘A Lápide do Passageiro’). O lançamento do EP está programado ainda pro segundo semestre de 2009.

O show considerado pela Miss Jane como mais marcante foi o do Grito Rock Cuiabá, foi a primeira vez que a banda saiu do estado e todos os fatores externos colaboraram. “O show todo foi bom : ambiente, equipamento, resposta do público. Foi bacana”, disse Ramon.

Além do palco, o baixista e o vocalista da banda também contribuem pro desenvolvimento do cenário da música independente atuando no coletivo Raio q u parta (www.raio-q-uparta.blogspot.com). O Raio Q Uparta é um Coletivo Independente de Comunicação de Porto Velho, cujas principais ações são o Blog Raio Q Uparta e a produção de eventos independentes, tendo como exemplo o 'Raio Apresenta: Lançamento do Festival Casarão com Los Porongas'. O Coletivo planeja ainda dar continuidade aos projetos do PodCast (PobreCast) e da WebTV num futuro próximo.

No que diz respeito ao Casarão, a expectativa é de um festival que vai trazer muitas surpresas ao público. “Quanto à Miss Jane, nós estamos preparando um repertório misto, que vai contar com músicas novas, mas também vai contar com músicas mais antigas e conhecidas do público daqui”.

Além do festival, do lançamento de um EP e do plano de participar de um festival fora do estado ainda esse ano, a banda pretende continuar evoluindo e trabalhando sempre. “O mais importante pra nós agora é manter uma pegada constante, em todos os sentidos: composição, gravação, material, apresentações, etc.”. Vamos aguardar e conferir tudo de perto!
Por : Laís Molitor

1 de set. de 2009

Made in Marte Abrindo o Casarão com Chave de Ouro

Dando continuidade à série de entrevistas com as bandas que irão participar do Festival Casarão, segue agora a entrevista feita pelo repórter Luiz Cochi com a banda Made In Marte, na qual falam da cena em Rondônia, da nova fase da banda como um power trio, e dos seus projetos atuais e futuros.

A banda portovelhense oriunda da época em que pipocaram bandas interessantes e com propostas diferentes no estado, e também uma das poucas remanescentes, mostrou o diferencial em outras edições de festivais locais e mais recentemente na versão local do Grito Rock. Estes ano eles abrem o Festival Casarão, exatamente como há dois anos atrás, mas desta vez trazem muitas mudanças e uma proposta de desenvolver seu trabalho. Amanda é a atual vocalista e guitarrista da banda e vai nos responder umas perguntas sobre a banda e sobre a cidade.

Bem, eu sei, mas muita gente não sabe: o inicio da Made in Marte por "eles mesmos":
Amanda: Pra mim o início foi tranquilo, praticamente já tinha outra banda, deixei um anúncio em um site de cifras e bandas novas que queria entrar numa banda e recebi resposta, um mês depois começamos a ensaiar.

Nestes últimos dois anos o que mudou, pra melhor e pra pior?
Amanda: Pra pior creio que a dificuldade e a instabilidade dos bateristas que passaram pela banda. Esse têm sido nosso principal problema. De resto acho q foi pra melhor, mesmo com outros infortúnios, como local de ensaio e até falta de equipamento, acho que o som amadureceu e melhorou bastante e para uma banda isso é o que deve importar.


Quais os motivos vocês apontam para estarem fora dos palcos, seria a cena, o publico?
Amanda: Nenhum dos dois. Não é segredo pra ninguém que temos problemas em conseguir uma baterista que se comprometa tanto como a gente (eu e o Diogo) já faz. Mesmo passando mais de um ano sem tocar, continuamos ensaiando esporadicamente e criando coisas novas na medida em que temos tempo.
Diogo Quirino (baixo/vocal)

A banda impressionou a todos em seu breve retorno no grito do rock deste ano, depois vocês deram uma "sumida"...
Amanda: Ficamos sem baterista outra vez. Mas agora estamos ensaiando com o Gabriel (Hey Hey Hey), que nos tem ajudado muito.

O nome da banda continua o mesmo?
Amanda: Sim, porque a gente ainda não acabou a banda. Digo, fizemos mudanças necessárias, mas se for para trocar o nome, aí já seria claro outra banda, outro conceito também.

Que mudanças vocês perceberam através dos anos de banda e há alguma novidade para o Casarão?
Amanda: Além do Gabriel, músicas novas. As músicas mostram toda a mudança. Agora temos mais idéia do que fazer, de como queremos soar. Antes era tudo muito improvisado (o que eu gosto muito também) e simples. Sendo trio também muda muita coisa, a estrutura da banda requer um esforço maior de cada um.
Amanda Ribeiro (guitarra/vocal)

A cena em Rondônia, como vocês a vêem?
Amanda: A cena anda pouco movimentada, antes tinham mais eventos para elas tocarem. Se bem que eram as próprias bandas que faziam. Eu nunca fui muito adepta em movimentar a cena, de coletivos e essas coisas. Acredito que as bandas deveriam se importar mais em fazer músicas e melhorar sua qualidade, e conhecendo seu potencial, elas podem se auto-promover. Mecanismos não faltam pra isso, internet, festa, gravação.

Planos para a banda?
Amanda: Idéias novas, tentar sons diferentes. Gravar um EP também.
Por : Luiz Cochi

Hey Hey Hey! na Edição de Agosto da Rolling Stone

Na edição de Agosto da Revista Rolling Stone, saiu uma menção, pequena mas honrosa, a uma das bandas colaboradoras do coletivo: a Hey Hey Hey!, na coluna Ouça Também, assinada por Leonardo Dias Pereira.