14 de out de 2008

Brega Rock Night 11/10: comentários sobre as bandas.

(Mr. Gonzo - vocal/guitarra do Veludo Branco)


A movimentada noite brega, dessa vez bem melhor organizada e com um som mais bonito, começou com o embrionário som da banda Roldim que apresentou um som pesadão com uma formação básica, guitarra, baixo e bateria em ritmos que lembravam um pouco Korn e um pouco de Raimundos. O tímido vocalista cantava letras politizadas em tom de protesto. É uma banda visivelmente iniciante com algumas coisas que o tempo vai dar-lhes ainda. Era apenas o início da festa e o público estava começando a chegar, mas mesmo assim a noite começava a prometer.


Com a espera para arrumar o palco e a preparação da próxima banda uma multidão já estava dentro do espaço quando a Whiteshoe deu o ar da graça fazendo um show extenso e coeso em que fizeram versões para músicas da geração anos 80 e de sucessos atuais como Pitty e Paralamas do Sucesso. Agradaram com um repertório bem elaborado misturando esses "covers" com suas próprias canções. Destaque para o CD deles que estava sendo vendido no local e a lindíssima calça xadrex do vocalista. Enquanto isso a galera ia se juntando e a festa esquentando.


A New Change chega com seu bem elaborado e firme Rock, aliás na minha opinião, totalmente parcial, eles deveriam tocar mais dos covers que tocaram como "satisfaction" dos Stones e "back in black" do Ac/Dc que foram muito bem executadas, com expressão e a tão necessária fúria do rock’n’roll. Formada por bons músicos, um guitarrista/vocalista bom, um baixista de dedos ageís e um batera destruidor a banda com pouco tempo já tem público e uma EP à venda, vieram pra somar na festa brega e mesmo com um intervalo forçado de uns 20 minutos o ânimo dos garotos não caiu. Voltaram interagindo e se divertindo com o público.


A Veludo Branco "fechou a noite" divulgando seu trabalho na sua segunda apresentação em PVH, com o público já nos ares, vide bareto grátis, o clima Rock'n’Roll dominou a noite, com músicas próprias e a performance visceral de Mr Gonzo, a banda do opala branco e músicas depravadas deu uma aula de Rock e tocaram até "purple Haze" do Hendrix. Divinamente encapetados levando doses de uísque e gasolina a nossos ouvidos, de brega a festa só restou um babaca que tentou arrumar briga e estragar a noite, este foi devidamente expulso do recinto.



Foto Por Cátia Burton
Luiz Cochi - núcleo de comunicação

8 de out de 2008

Banda Roraimense em ritmo de Brega Rock

(Banda Veludo Branco - RR)


No próximo sábado vai rolar o primeiro evento oficial do coletivo Raio Q Uparta, e devido ao sucesso da festa que serviu de laboratório pras próximas produções do Raio, o Brega Rock Night retornará com mais uma edição, agora com a presença de uma banda direto de Roraima, A Veludo Branco.

A banda formada por: Victor Matheus(voz e guitarra), vulgo Mr. Gonzo; César Matuza (bateria) e Mirócem Beltrão (baixo e backing vocals) existe desde 2006 e são donos de um Rock'n'roll influenciado por várias coisas como BB king, The Who, Hendrix, entre outros.

Conversei com o Frontman da banda, Mr. Gonzo, e ele me respondeu algumas perguntas.


Pergunta basica. Qual a expectativa da banda pra vir tocar em Porto Velho
Victor Matheus diz: "será a segunda vez que tocaremos em pvh, dessa vez com o show completo, com td que tem direito... sexo, alcool e rock n'roll...tem td pra ser o melhor show da banda.

E como anda a rotina de shows de vcs?
Victor Matheus diz: "a frequencia diminuiu bastante devido as gravações do nosso cd, estamos focados nisso, e só abrimos excessão pra esse show em porto velho, pq temos um carinho muito grande por essa cidade e pelas pessoas que conhecemos e fizemos amizades..pvh está marcada na historia da veludo branco de uma forma muito romantica (risos).. "

Por falar em cd.. me fala ae então como ta esse processo?
Victor Matheus diz: "estamos finalizando a gravação da nossa bolacha ainda este mês.. ocorreu uns atrasos devido a compromissos particulares por parte de membros da banda, pq estivemos envolvidos na organização do "rr sesc fest rock" , o maior festival de rock do nosso estado, o estudio ficou ocupado devido a essa bosta de politica... de certa forma foi positivo, nesse periodo fizemos novas musicas, e temos mais q suficiente pra gravar 3 cds.. hehehe "

A festa contará também com as bandas Kórum, WhiteShoe e New Change, e tem horário marcado pra começar às 20h, portanto não percam a hora!
Vai rolar piscina liberada e bebida Bareta na faixa até as 23h.
A entrada custará apenas 5 mangos, e pode ser comprada antecipadamente com as bandas que vão tocar ou algum colaborador do coletivo.
Vai rolar cobertura ao vivo da WebRadio PVH Caos.
Haverá também banca com merchandising de bandas e uma decoração bem brega, dando juz ao nome da festa.


Conheça mais a banda Roraimense no Site Oficial.

4 de out de 2008

Pobrecast #8

(Marcos, apresentador do pobrecast)


Especial Varadouro 2008

Por: Marcos Fonseca/Vinicius Lemos

Convidado: Aime Pereira


Músicas de:

Boddah Diciro (TO)
Los Porongas (AC)
Linha Dura (MT)
Pata de Elefante (RS)
Cordel do Fogo Encantado (PE)


Confira!!!

2 de out de 2008

Raio Q Uparta em Rio Branco

O Raio, na presença de Aimé e Daniele, foi a terras acreanas para acompanhar de perto todo o desenrolar do Festival. É fato que o Varadouro começou uma semana antes do Festival com uma programação de oficinas culturais, que foram acompanhadas pelo Raio através das notícias vindas do Fora do Eixo / Coletivo Catraia e, pelo que foi descrito, foram bem proveitosas.
O atraso no início da primeira noite do Festival não tirou a expectativa do público que se somava cada vez mais. Logo que a banda TK7dois1 (de Tarauacá, interior do Acre) subiu ao palco, mostraram a que vieram. A banda possui uma pegada forte direcionada para o pop com dois vocalistas afinados. Mostraram que se atuarem na cena local, podem conquistar um espaço na cena independente acreana.
A segunda banda, Boddah Di Ciro (TO) já é nossa conhecida. Eles tocaram no Festival Casarão deste ano e como na edição rondoniense, o público marcou presença para ver e ouvir. Mostrou um show redondo, uma super interação e problemas técnicos à parte, a banda fez com que o público curtisse. Vão entrar em estúdio para gravação do próximo CD em novembro e o que ficou bem claro foi que a Boddah conquistou mais um Estado.
(Boddah Di Ciro)
Blush Azul, a terceira banda da noite, manteve a boa interação com o público, apresentando músicas novas como "Grito" (“Que vontade de gritar!”) bem descontraídas. No geral não mudaram muito desde a apresentação do Grito Rock Acre desse ano. Irla Itani, a nova baixista da banda, exibiu uma pegada expressiva e mostrou-se segura e interada na banda. A apresentação foi complementada pela também banda acreana Marlton que manteve aos pés do palco uma aglomeração de pessoas interagindo totalmente com a banda.
La Pupuña do Pará fez o público despertar ao som dançante que misturava rock com um ritmo latino-brasileiro (isso existe?). A apresentação com “guitarradas” próprias agitou a Arena da Floresta.Na seqüência, bandas com estilos diferentes, mas que estavam ali para proporcionar ao público sua diversidade. Yaconawás mostrou o lado hip hop acreano. Ecos Falsos, paulistas bem conhecidos pelos rondonienses, tocaram o rock sentimental que todos comentam. Survive mostrou que o Acre também é metaleiro com um público fiel balançando as cabeças ao som ululante da banda. Os gaúchos da Pata de Elefante mostraram uma ótima apresentação ao som de suas músicas instrumentais.

Os acreanos Los Porongas, fizeram o público voltar-se totalmente ao palco para celebrar juntos àquela apresentação bonita de se ver. Ouvia-se coro das músicas antigas e também das novas. O que podia ser percebido é que a melodia era cantada e encantava, o carisma e a interação que existia entre a banda e o público era fascinante. E por fim, Atajo, da Bolívia fechou a primeira noite de Festival fazendo o público dançar e se divertir.
(Hey Hey Hey)
A notícia de que os Ashaninka (AC) não iriam se apresentar na segunda noite do Festival fez com que a galera de Rondônia apertasse mais o passo para chegar a tempo na Arena a fim de assistir Hey Hey Hey (RO). A banda subiu ao palco com tudo e o público tímido que estava presente começou a se aglomerar para assisti-los. De fato, este ano está sendo bastante promissor para eles, tocaram em Cuiabá (Calango) e Goiânia (Vaca Amarela) e o Acre veio somar ao trabalho e à repercussão positiva que a banda está tendo. Um show com poucas palavras, porém havia entrosamento com o público presente, músicas novas e aplausos. A apresentação foi boa! Mostraram que Rondônia está no caminho certo.
A segunda banda, Silver Cry tem um som metal melódico, porém alguns problemas na parte técnica fizeram com que a banda tocasse menos que o tempo determinado e essa história parece ter mais de uma versão. No fim alguns gritos de protesto por parte do vocalista da banda Survive, sobre o tempo curto do show dos amigos, criticando o festival e as bandas, o que com certeza os prejudicará em projetos futuros, adeus Casarão.
Uma citação abriu o show da acreana Calango Smith que também mostrou a interação que existe entre eles e o público. A banda tem um estilo meio vintage com balanço e batidas da Jovem Guarda, variando para o rock pop.
Cabocrioulo, de Manaus (AM) mostrou um som bastante enérgico, bem trabalhado com pegada precisa e muita técnica na execução das músicas com característica bem popular. É uma banda que conquistou o público presente, com uma grande interação.
Antes de assistir Diego de Moraes e o Sindicato, havia comentários de que a banda tinha um show muito bom e foi o que vimos. Interpretação, curtição, descontração, muito bem recepcionados pelo público que compareceu em peso.
A próxima banda era a Nicles, também acreana mostrando um som expressivo e pesado. Foi observado que as pessoas cantavam junto com a banda e é fato que eles estão conquistando seu espaço na cena.
Linha Dura mostrou o novo som vindo do Mato Grosso. Hip Hop legítimo. Contou com a participação de Kayapy e Ynaiã da Macaco Bong. Muito legal vê-los.
A próxima banda foi a Filomedusa, representante do Acre em diversos festivais independentes ao longo do ano. Expectativa era o que se via na cara das pessoas aguardando a entrada da banda. E mostrou que não é só uma carinha bonita na cena independente. Filomedusa tem emoção e razão misturados que se fundem em um entusiasmo avassalador por onde passam.
(Bareto e Filomedusa)
Os peruanos Bareto fizeram com que o público “tirasse o pé do chão”, era visto que o público se entregou totalmente ao ritmo latino. Uma musicalidade ao som instrumental que conquistou cada um que lá esteve presente. Os caras são super simpáticos e talentosos e possuem uma representatividade grande no Peru. Quem não conheceu, simplesmente perdeu uma das boas atrações da noite.
E para encerrar com chave de ouro, Cordel do Fogo Encantado seduziu o público. Tiveram grande receptividade, ouviam-se as pessoas cantando e declamando os versos das músicas e a interpretação no palco levava à extrema exaltação. Simplesmente, o público sentia uma excitação da alma ao admirá-los demasiadamente. Com certeza foi o ponto alto do Festival que primou pela diversidade musical e cultural.
(Cordel do Fogo Encantado)
Ficamos todos com gostinho de quero mais e saudade de pisar na terrinha acreana.

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*Por Aimé Pereira e Daniele Pereira